Hélio Cabral
O desenho “graffitado”, constituído por borrões, sujidade e ruído, agressivo no seu todo mas suficientemente plástico para que criasse raízes no papel, transmite variações de energia num movimento vibrante e ondulatório tão caro a Hélio Cabral.
O eixo naturalista submetido a uma hiperbolização brutalista cruza-se com conceitos elaborados concretizados de forma despojada e rudimentar. A par dessa pintura movediça e magmática que dispensa rótulos, apesar da aproximação expressionista, Cabral trabalha a ironia e o humor através de caricaturas, mitos e figuras, estereótipos enraizados no imaginário colectivo que, quando efectivados na tela, adquirem uma aura patética.
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